sexta-feira, 26 de julho de 2013

"Só amamos quando aceitamos a absoluta solidão do ser, 

quando reconhecemos que o outro não vai acabar com a falta 

que origina o nosso desejo. 

Amar exige aceitar a precariedade dos laços, reconhecer-se 

separado para ver-se ligado, conhecer seus limites para 

contemplar o outro. 

Amor é devoção, é manifestar a gratidão por quem te faz sentir 

ligado, quando na verdade somos sós. 

O amor é o presente de sentir que existe o laço com outro ser, 

quando na verdade vivemos o abismo do abandono diante do 

mistério da vida e da morte. 

Diante do milagre do amor, o outro é o altar onde eu celebro o 

mistério. 

Devo tocá-lo com o cuidado que o sagrado exige. 

Nossa união deve ter a delicadeza de um laço."*

 

- ROBERTO PATRUS-PENA -