quinta-feira, 1 de agosto de 2013

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Ao meu amor o meu crime. Meus defeitos. Meus vícios. Minha dificuldade de ser perfeito. Meu amor pleno. Minha loucura. Todas os meus erros. Minha vontade de ser melhor. Minhas intermitências. Pois o amor não é roteiro. E o romantismo da TV é uma mentira estúpida. Ao meu amor meu desejo de ser melhor. De vencer minhas dificuldades. Todos os dias de solidão e saudade. 
Ao meu amor, o sono perturbado. A insegurança da estrada. Os sonhos que construimos juntos. A blindagem. O respeito. A verdade. Do amor pleno. Desse que não precisa se expor para ter legitimidade. Pois a certeza não existe. O que existe é o desejo de estar junto. De construir uma família. Uma história. E quem disse que precisa ser como nos contos de fadas?
Isso é uma farsa.
Eu sou humano. E meu amor é humano e real. Dispensa essa fórmula patética. Vendida pela frustração.
Meu amor não segue padrões, mas nem por isso deixa de ser amor.
Pode estar a disposição da desconfiança, mas nunca estará ao espólio da razão.
Pois o amor não é fórmula. Não é regra. Não é método científico com preceitos a serem cumpridos.
O amor é superação. É lealdade.
É união.
Ao meu amor o meu crime.
Posso errar, mas estou certo do que quero pra minha vida.
E quem quiser um amor perfeito...
Que procure uma novela... um filme... uma saída.
Eu amo, sem regras e não preciso de ninguém me dizendo como devo seguir o caminho.
Eu amo porque o sentimento é real.
Eu amo, mesmo quando estou sozinho.
E se isso não for o suficiente. Pouco importa. É sincero e real.
Meu amor é atemporal, não é amor de carnaval.
E que assim seja. Independente dos rótulos e das maldições.
Que perdure enquanto seja verdadeiro.
E que precisar de provas.
Estou aqui para comprovar que é o sentimento natural.
O amor que não é natural, é farsa... e assim sendo terá um breve final.
Sigo acreditando.
Sigo junto e que isso sirva de comprovação.
De que estou por vontade própria
e não pela obrigação.
Amor.

- Tico Santa Cruz -