domingo, 6 de outubro de 2013

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Há muito a ser colhido em nosso caminhar, e, compreendendo nossos propósitos nesta existência, bem como nossas necessidades, nós iremos nos compreender, também. Isso é o que garantirá a boa colheita.
     O Cavaleiro de Ouros é destemido, e não se acanha em explorar suas próprias contradições, pois sabe que é a partir desse entendimento da sua dualidade que ele ganhará experiência e vivenciará uma profunda sensação de tranquilidade. Ele nos ensina a não evitarmos os conflitos e, ao contrário, esse Cavaleiro até sugere que devemos buscá-los, pois eles reforçam a fé na nossa capacidade de resolvermos problemas, de nos livrarmos de medos, e de realizar nossos desejos. 
     Se há um conselho que esse intrépido Cavaleiro de Ouros nos oferece é o de perdoarmos a nós mesmos e aos outros por não sermos perfeitos. Até mesmo o “lixo” que produzimos pode ser usado como esterco ou húmus para nutrir melhores pensamentos, idéias, situações. Não podemos mudar nossos irmãos, seres humanos como nós, mas podemos aceitá-los como são, com seus talentos, suas habilidades, suas fraquezas, seus defeitos. O que podemos, também fazer, se ouvirmos os conselhos embutidos nessa carta, é de valorizarmos os talentos dos outros de forma tal que eles se prestem a ajudar a todos, a toda a humanidade. 

- Alex -