quinta-feira, 23 de abril de 2015

... Minas não tem mar ...




... passeio do final de semana ... Serra do Caparaó ... aos pés do Pico da Bandeira ...



... Vale Verde ... como não tem chovido, as cachoeiras estão com pouca água ...




... na trilha ...



...


... " Oh Oh Oh, vieram criticar
Oh Oh Oh, que Minas não tem mar
Oh Oh Oh, pro mineiro tanto faz,
Se Minas não tem mar,
O mar não tem Minas Gerais...
Se Minas não tem mar,
O mar não tem... Minas Gerais " ...

( - César Menotti e Fabiano - )


sexta-feira, 17 de abril de 2015

A mulher e o lobo



Uma mulher saudável é muito parecida com um lobo, grande força de vida, doação de vida, ciente de seu território, intuitiva e leal. Porém, a separação de sua natureza selvagem faz com que uma mulher torne-se escassa, ansiosa, e temerosa.
A natureza selvagem contém a medicina para todas as coisas. Ela transporta estórias, sonhos, palavras e canções. Ela carrega tudo que uma mulher precisa ser e saber. Ela é a essência da alma feminina...
Com a natureza selvagem como aliada e professora, nós não vemos apenas com através de nossos olhos, mas através dos muitos olhos da intuição. Com a intuição nós somos como uma noite estrelada, nós observamos o mundo através de milhares de olhos.
Isto não significa perder as socializações básicas de uma pessoa. Isto significa totalmente o oposto. A natureza selvagem tem uma integridade vasta com ela. Significa estabelecer território, encontrar o grupo de uma pessoa, estar em um corpo com certeza e orgulho, falar e agir a favor de si mesma, estar consciente, extrair os poderes naturais da intuição feminina e elevar-se com dignidade, proceder como um ser poderoso que é amistoso, mas nunca domesticado.
A mulher selvagem é aquela que troveja na face da injustiça. Ela é aquela pela qual nós abandonamos o lar para procurar e aquela pela qual nós retornamos ao lar. Ela é intuição, consegue ver longe, ouvir profundo, e ela tem um coração leal.
Ela deve vagar pelas antigas sendas, defender seu conhecimento instintivo, orgulhosamente ostentar as cicatrizes de batalha de sua época, escrever seus segredos em paredes, recusar ser envergonhada, liderar o caminho, ser astuta e usar sua perspicácia feminina. 
Onde podemos encontrá-la? Ela caminha nos desertos, cidades, florestas, oceanos, e na montanha da solidão. Ela mora nas mulheres em todos os lugares: em castelos com rainhas, nos escritórios e nos ônibus noturnos para os subúrbios.
Ela mora em um local distante que abre caminho através de nosso mundo. 
Ela mora no passado e é convocada por nós. 
Ela está no presente. 
Ela está no futuro e caminha de volta no tempo para nos encontrar agora.
Mulher selvagem sussurra as palavras e os caminhos para nós, e nós a seguimos. 
Ela corre à nossa frente, mas para e espera para ver se nós a estamos alcançando. 
Ela tem muitas coisas para nos mostrar.
Quer você possua um coração simples ou ambicioso, quer você esteja tentando alcançar o grande sucesso ou apenas atingir o dia de amanhã, a natureza selvagem pertence a você.
Não seja uma tola. 
Volte e fique sob aquela flor vermelha e caminhe, direto em frente para superar a última milha mais difícil. 
Escale até a caverna, rasteje através da janela de um sonho, examine o deserto e veja o que você encontra. 
É o único trabalho que temos que fazer.
Sem nós, a mulher selvagem morre. 
Sem a mulher selvagem, nós morremos. 
Para a verdadeira vida, ambos devemos viver.
O instinto maternal em cada um de nós é a Medicina do Lobo. Pois o Lobo é uma progenitora, e um progenitor. De forma simplificada, isto significa que o lobo detém a energia paternal e maternal em sua vibração. Esta é a verdadeira Medicina do Lobo. A Medicina do Lobo com a qual uma mulher caminha, que ela chama de intuição, é o Lobo amigo dela. No antigo caminho, o lobo amigo era conhecido por vir ao vilarejo proteger as crianças.
Esta energia do lobo amigo vem do sobrenatural. É a parte sobrenatural da mulher que sabe como alterar seu amor, sua intenção, e suas habilidades de criação para a forma do Lobo. Assim, ela vem ao vilarejo na forma de uma Loba, para proteger as crianças e os mais velhos carentes.


(The Soul of the Indian - Dr Charles Alexander Eastman, 1911 - born Ohiyesa of the Santee Sioux, in 1858)