sexta-feira, 4 de setembro de 2015

\0/

44 Setembros




Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.

Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas o que sinto escrevo.
Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.


Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. 
Eu sou.



- Adélia Prado -

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

quarta-feira, 2 de setembro de 2015





" Eu sei que vou. 
Insisto na caminhada. 
O que não dá é pra ficar parado. 
Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. 
E refaço. 
Colo. 
Pinto e bordo. 

Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. 

E nisso, sim, acredito até o fim. 
O destino da felicidade, me foi traçado no berço. "