segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Tempos atrás meu orgulho era proporcional a vaidade do poeta diante da folha em branco ... ou diria ainda mais ... proporcional a vaidade do marinheiro a se achar capaz de domar as ondas do mar bravio 

Meu orgulho feriu folhas em branco com palavras duras 
Meu orgulho se lançou ao mar na louca tentativa de domar as ondas que me assolavam 

Aos poucos meu orgulho se tornou inversamente proporcional a vaidade do andarilho de botas gastas ... e por vaidade vaguei descalça pelo caminho ...
Ou diria ainda mais ... inversamente proporcional a vaidade do domador de leões 
... e por vaidade me lancei à cova das feras ...

Minha vaidade feriu meus pés
Minha vaidade rasgou minha pele 

O tempo passou ...

... diminui a frequência
... abaixei o volume

...

Então, o Sol se faz presente ...
... secando as muitas águas de mim ... na proporção exata para o solo se tornar fértil novamente 

É tempo de esperas ...




...