segunda-feira, 13 de março de 2017

Diário de Bordo ... Viagens Oníricas

Ele voltou
Passou por ela
Entrou no quarto dos fundos
Bateu a porta ... e lá ficou ...
... recusou sair ...

Ela parou diante da porta fechada
Avaliou o medo que a invadia ...
... mas, precisava forçar a entrada ...
Temia o desconhecido
... surpreendeu-se ao reconhecer as feições ...
( mas, conscientemente era desconhecido )

Ele não permitiu sua entrada
Ela forçou
Ele disse algo ... ela não compreendeu
Havia lágrimas em seus olhos
Ela o respeitou ... e saiu ...

Chorando também ...

...


...
Não tinha intenção nenhuma de relatar tal sonho, mas a mágica do momento se deve à sincronicidade de pegar o livro da Clarissa e ler o seguinte trecho ...

... " Talvez não exista nada que uma mulher deseje mais de um homem do que a atitude de ele desmanchar suas projeções e encarar seu próprio ferimento. Quando o homem enfrenta seu ferimento, a lágrima surge naturalmente, e suas lealdades internas e externas se tornam mais fortes e definidas. Ele se transforma no seu próprio curandeiro. Não se sentirá mais solitário à procura do Self profundo. Ele não mais procura a mulher para ser seu analgésico.
...
Quando o homem verte a lágrima, é que ele se deparou com a própria dor; e ele reconhece ao tocá-la. Ele percebe como sua vida foi vivida de forma protegida em virtude do ferimento. ...

... Entre os sulfis, existe um ditado, ou melhor, uma oração que pede a Deus que os magoe:

Dilacere meu coração para que se crie um novo espaço para o Amor Infinito.

... " 

( trecho do livro Mulheres Que Correm Com Os Lobos de Clarissa Pinkola Estés ... que ainda estou a ler, este não é um livro para ser devorado e sim saboreado ... é para mergulhar de cabeça e lá se deixar ... submerso )