segunda-feira, 24 de julho de 2017


Imagine uma família: papai, mamãe, um casal de filhos, em uma casinha gostosa, com o sol entrando, iluminando e aquecendo; todos lindos, sorridentes e felizes. Típica cena de propaganda de margarina, não? Essa família feliz é tão martelada, que já faz parte de nosso imaginário de felicidade emocional. Acabamos por perseguir esse sonho e ficamos frustrados quando esse ideal não é alcançado.
E o que fazemos para tentar atingir esse ideal de felicidade? Somos de fato felizes ou apenas estamos tentando garantir um padrão que dizem que é de felicidade? Muitas vezes, buscamos esse modelo por acreditar que algo tão perfeito dê segurança emocional, que nada de ruim possa acontecer. E que preço pagamos por isso? A anulação das emoções e o bloqueio dos impulsos.
Precisamos valorizar e reconhecer nossos vínculos afetivos – mesmo que eles não se pareçam com a propaganda de margarina! Passamos tanto tempo desejando algo que não percebemos as relações preciosas que possuímos em nossa vida. A casa pode não ser tão bonita, as pessoas podem não corresponder aos padrões estéticos, mas são nossa fortuna, nossa riqueza maior. Eles são nossa família, de sangue ou de vida, são nossos companheiros de jornada, são nossos mestres e discípulos nessa grande escola.
A grande mensagem de hoje é que não existe modelo de felicidade, não existe perfeição emocional. Quanto mais desejamos segurança emocional, maior é o preço a se pagar: obrigações, possessividade, exigências e falta de autenticidade. A felicidade não é determinada pela segurança, é definida pela espontaneidade!
Curta as pessoas de sua vida, brigue, faça as pazes, ame, sinta e lembre-se de que não há garantias quando se trata do sentir!

- Magda Kumara -